segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Selo II

Do blogue Em tons de azul recebi o meu segundo selo. Obrigada JB! Com ele, o desafio de dizer nove coisas sobre mim. Oferece-o a todos os blogues que acompanho.
Pois bem, em jeito de brincadeira, aqui ficam 9 coisinhas sobre mim:
1. Não gosto no meu segundo nome, Carina, mas Elisabete é um nome muito meu;
2. Peyton Saywer, protagonista da série televisiva OTH, é a minha personagem de ficção favorita;
3. Não viajo muito, mas já conheci Florença. Hei-de voltar (para alguma coisa me hão-de servir as aulas de italiano que tive nos últimos meses);
4. Fiz ballet durante alguns anos; um colega disse-me que era cliché… a verdade é que gosto de alguns clichés;
5. Adoro chocolate e não gosto de cozinhar;
6. Gosto muito de conduzir e quer-me parecer que, muito em breve, vou ter uma motinha;
7. Detesto orgulho sem mérito, sobranceria, pobreza de espírito, mesquinhez, grosseria…
8. Aprecio o sentido de cortesia social;
9. Dizem que sou clássica…
domingo, 22 de agosto de 2010
Selo

A Em@ ofereceu-me o meu primeiro selo. Fiquei muito contente (foi o primeiro!) e recebo-o com muito carinho.
Dizem as regras que devo colocar o selo no blog, indicar o link do blog que mo ofereceu (http://emapretoebrancoouacores.blogspot.com/), indicar três blogues para receber o selo e comentar nos blogues indicados. Alguns dos blogues que sigo já receberam este prémio. Decidi oferecê-lo à Shell (http://ourmagicshell.blogspot.com/) e à Letícia (http://leticiakika.blogspot.com/), minhas amigas e a um blog cheio de arte, http://amatrizdossonhos.blogspot.com/.
sábado, 21 de agosto de 2010
Arranco o mar do mar e ponho-o em mim
E o bater do meu coração sustenta o ritmo das coisas.
Sophia
Sentença sem retorno ou apelação. É assim que recordo o que disseste. Compreendi, embora não tenha sentido. Mais tarde sim, haveria de sentir a crueldade de cada ênfase. Mais tarde, só mais tarde… Voltei-te as costas em silêncio, disfarçando de desprezo o meu orgulho ressentido.
Quando o meu corpo morria à míngua de um abraço, eu fugi de todos os afectos e parti em busca de uma casa junto ao mar, onde a dor vazasse num infinito maior e mais além.
Conduzi por estradas de ninguém. Por um tempo de horas, dirão os relógios do mundo. Por um tempo de dor, dirá a alma revisitada. Deixei que a música tocasse baixinho no rádio. Quis por força calar o silêncio que me lembra o escuro e a solidão. Mas a canção é quase sempre de amor e a palavra faz doer. E percebi que não importa. Seja voz ou silêncio, a dor não esquece.
Uma fiada de casas junto à costa. O areal é dos jardins mais belos que já vi. Vazias no Inverno. Não me recordo de alguma vez ter visto o mar num dia de chuva. O meu olhar é virgem em tantos mundos. Quando parei o carro, as lágrimas desabaram enfim. Uma confusão de três águas benditas, a lágrima, a chuva e o mar.
Antes de entrar na casa, limpei os olhos com as mãos violentas de quem sabe que terá uma lição dura e inútil pela frente, embora hoje saiba que assim não é.
Fixei o mar cinzento com o rosto erguido. Ninguém viu, mas eu tinha o rosto erguido. Aquele mar… Aquela chuva… Aquelas estrelas que eu pressentia sob o céu pesado e encoberto… Era isto que eu teria de aprender a amar acima de todos os afectos. Afectos são promessas humanas feitas com figas na mente, afectos são infinitos perecíveis e eu sempre me rendi às eternidades.
Meus ouvidos pousam na noite dormente como aves calmas
Há iluminações no céu se desfazendo...
O grilo é um coração pulsando no sono do espaço
E as folhas farfalham um murmúrio de coisas passadas
Devagarinho…
Em árvores longínquas pássaros sonâmbulos pipilam
E águas desconhecidas escorrem sussurros brancos na treva.
Na escuta meus olhos se fecham, meus lábios se oprimem
Tudo em mim é o instante de percepção de todas as vibrações.
Pela reta invisível os galos são vigilantes que gritam sossego
Mais forte, mais fraco, mais brando, mais longe, sumindo
Voltando, mais longe, mais brando, mais fraco, mais forte.
Batidos distantes de passos caminham no escuro sem almas
Amantes que voltam...
Há iluminações no céu se desfazendo...
O grilo é um coração pulsando no sono do espaço
E as folhas farfalham um murmúrio de coisas passadas
Devagarinho…
Em árvores longínquas pássaros sonâmbulos pipilam
E águas desconhecidas escorrem sussurros brancos na treva.
Na escuta meus olhos se fecham, meus lábios se oprimem
Tudo em mim é o instante de percepção de todas as vibrações.
Pela reta invisível os galos são vigilantes que gritam sossego
Mais forte, mais fraco, mais brando, mais longe, sumindo
Voltando, mais longe, mais brando, mais fraco, mais forte.
Batidos distantes de passos caminham no escuro sem almas
Amantes que voltam...
Vinícius de Moraes
sábado, 14 de agosto de 2010
Digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti
Alexandre O’Neill
Escolhi um desses vestidos de Verão de que tanto gosto, mas que tu nunca me viste usar. Soltei o cabelo que os dedos da aragem não tardaram a despentear. Caminhei descalça na noite e, saltando de estrela em estrela, cheguei a um lugar que não sei. E que importa que não saiba, se o lugar é um pretexto, se o lugar és tu?
Despojei-me da raiva, da mágoa, do desengano e deixei somente a tristeza e a memória dos dias felizes. Tu dormias e eu fui um ladrão na noite. Com passos de veludo, aproximei-me e pousei-te um beijo na face. Talvez, no sono que dormias, o tenhas sentido como uma brisa muito doce. Talvez, quando a manhã chegar, encadeando de luz a noite que tanto amo e temo, retenhas a sensação dessa leve doçura que, por um instante vestido de eternidade, te arranhou o coração. Olhei o teu rosto cego para o que sou e, de mansinho, como cheguei assim parti.
Um dia serás para mim uma memória vaga e distante. Talvez me ria das lágrimas que verti por um amor primeiro. Talvez se conserve a memória das mãos, nunca o saberei, mas o coração vai-se vestindo de gelo e indiferença.
Vai em paz. Eu serei um viajante na noite e vou amparar-me nas estrelas, constantes e eternas, como o amor que um dia me prometeste.
Subscrever:
Mensagens (Atom)