Um nome. Elisabete. Tão seu… E todavia, aquela sensação de estranheza quando ouve esse nome, quando se ouve, pelos lábios de alguém. Ou até nesses outros momentos em que, baixinho, tão baixinho que não saberia afirmar se o pensou somente ou o disse de facto, decompõe o nome, o seu nome, em sílabas, letras, sons, decompõe até ao infinito, até à estranheza da palavra, a estranheza de si, a magia de se ver no mundo e de se espantar com isso. Elisabete… Sou eu. É ela, quero eu dizer, porque, mesmo que ela seja eu, hoje quero ver-me de fora.
"Não sei que pacto se estabelece entre a pessoa que somos e o nome que nos deram: o nome, como o corpo, é nós também." (Aparição, Vergílio Ferreira)
